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Sobre o Portal

Versão 5 - Paulo Meireles em 21 de Setembro de 2015, 7:39

Essa não é a versão mais nova desse conteúdo.

Licenciado sob CC (by)

O Portal do Software Público Brasileiro foi criado em 12 de abril de 2007 e já conta com mais de 60 soluções voltadas para diversos setores. Os serviços disponíveis são acessados até por outros países, como Uruguai, Argentina, Portugal, Venezuela, Chile e Paraguai. O portal vem se consolidando como um ambiente de compartilhamento de software. Isso resulta em uma gestão de recursos e gastos de informática mais racionalizada, ampliação de parcerias e reforço da política de software livre no setor público.

O novo Portal do Software Público Brasileiro é composto de:

  • Lista de discussão (Mailman)
  • Plataforma de redes sociais com blog, e-Portifólios, RSS, discussão temática, agenda de eventos, galeria de imagens, e demais funcionalidades de um CMS (Noosfero)
  • Repositório de código-fonte e ambiente desenvolvimento colaborativo (GitLab)
  • Autenticação única, busca e integração de ferramentas a fim de tornar a navegação intuitiva e transparente entre as diversas ferramentas que compõem o novo Portal (Colab)

 

O novo Portal do Software Público Brasileiro: na visão e colaboração da UnB e USP

O software livre se caracteriza pela colaboração entre equipes e usuários heterogêneos. Inspirada nesse modelo, foi criada uma plataforma colaborativa para o Software Público Brasileiro, com mais transparência e eficiência no desenvolvimento de projetos de software do governo. Essa nova plataforma é baseada na integração de ambientes colaborativos, sistemas de controle de versão e de monitoramento da qualidade do código-fonte, e está sendo desenvolvida por uma equipe altamente heterogênea, aplicando métodos ágeis, DevOps e práticas de desenvolvimento distribuído de software. Disponibilizar um conjunto de ferramentas e melhorar a experiência do usuário é o que às equipes do Laboratório Avançado de Produção, Pesquisa e Inovação de Software da Universidade de Brasília (LAPPIS/UnB ) e do Centro de Competência em Software Livre da Universidade de São Paulo (CCSL-USP) estão fazendo em prol da transformação do desenvolvimento de software no Governo Federal, em parceria com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP).

A nova plataforma para o Software Público Brasileiro foi pensada para contemplar ferramentas que promovam a colaboração e a interação nas comunidades (por gestores, usuários e desenvolvedores) dos projetos, conforme as práticas usadas nas comunidades de software livre, ou seja, no desenvolvimento colaborativo e distribuído de software. Isso inclui listas de e-mail, fóruns de discussão, issue trackers, sistemas de controle de versão e ambientes de rede social.

Para integrar as ferramentas e prover a autenticação única nos serviços da plataforma, um sistema web chamado Colab, que funciona como proxy reverso para os ambientes, está sendo evoluído. Em resumo, o Colab oferece a integração de busca, autenticação e apresentação, provendo um único ambiente ao usuário que tem em seu perfil algumas métricas de contribuições (e-mails para listas, inserções em wikis, cadastros de issue e commits nos repositórios). O Colab foi desenvolvido para o Interlegis (programa do Senado Federal). Por padrão, funciona integrado com o servidor de listas de e-mail GNU Mailman e utiliza o Apache Lucene Solr para a indexação dos conteúdos para as buscas. A partir de 2014, as ferramentas GitLab e Noosfero foram integradas ao Colab para compor o novo SPB. O GitLab é uma plataforma de desenvolvimento colaborativo social integrada ao sistema de controle de versão Git. É o ambiente mais técnico: os repositórios dos projetos do SPB, com páginas wiki, issue tracker e mecanismos de controle de versão de código estão nele. O Noosfero é uma plataforma para rede social e de economia solidária que contém funcionalidades de gerenciamento de conteúdos (CMS), além de permitir a configuração das páginas de usuários e de comunidades de forma flexível. É o ambiente de maior interação com o usuário do SPB, desde os cadastros até o acesso às páginas dos projetos para download, leitura de documentação e contato com os responsáveis.

O que foi desenvolvido até aqui, setembro de 2015, está em uso e já constitui uma evolução ao antigo portal do SPB, criado em 2007, em muitos aspectos. A integração de todos esses ambientes, compondo um inédito sistema de sistemas web, dependeu (e depende) de muita inovação em seu processo de gestão e produção, por parte da UnB, USP e MP, gerando um caso também a ser compartilhado com quem se interessa por métodos ágeis, software livre e DevOps, na prática e com qualidade.